Dinah Jane fala sobre projeto solo, movimento #MeToo, amor próprio e Beyonce em entrevista para a Flaunt Magazine
31.01.18

Quando eu conheci a cantora e compositora de Tonga e integrante do Fifth Harmony Dinah Jane, ela estava dentro de uma academia pronta para arrasar 2018 e um photoshoot para a revista Flaunt Magazine. Eu sentei perto dela em um bicicleta de exercício para começar a nossa entrevista e eu percebi que ela era destemida. Jane parece estar extremante orgulhosa de quem ela é e sobre sua aparência que eu fiquei curioso de onde ela surgir com essa confiança durante os momentos mais difíceis, quais são os pensamentos dela de ser uma artista feminina no meio de movimentos como #MeToo e Times Up e o que está chegando para seus projetos solos.

Eu definitivamente me inspiro na confiança das outras meninas do grupo,” Jane me disse enquanto pedala na bicicleta. “Nós entramos nessa indústria quando tínhamos praticamente 15 anos. E nessa idade, você entra na indústria super insegura pois você está no olho do público e está crescendo em frente à eles.

Em certo momento, Jane se sentiu como a pessoa mais insegura do mundo. “As meninas definitivamente me motivaram a me amar mais,” ela disse. “Parte da minha confiança vem de, durante todo esse tempo, eu estar cercada de mulheres com varias culturas. Eu presencio a cultura latina, afro americana e isso me faz querer abraçar a minha, expressá-la e vivê-la pois percebi que sou a representação da cultura de alguém.”

Com a auto estima mais forte do que nunca, agora Jane se encontra ajudando os followers a aprenderem a se amar mais. Ela relembra de uma situação específica e impactante que aconteceu com um fã durante o M&G. “Eu me lembro de ver essa garota que tinha cortes nos braços,” Jane conta com a voz baixa se referindo a uma jovem que tentou suicídio. “Isso quebra o meu coração quando lembro, e tenho calafrios todas as vezes. Eu lembro de perceber isso e eu segurei o braço dela e disse ‘No More’. Quando ela voltou no próximo M&G, ela tinha tatuado a frase ‘No More’ encima das cicatrizes.”

Foi após esse interação que Dinah percebeu o quão poderosos artistas podem ser. Enquanto Jane tenta o melhor para ser a melhor, Beyonce é a estrela que mais brilha para ela.

Ela é como minha mãe,” Jane brinca. “Ela abraça o empoderamento. Não importa a idade, o gênero da fan base.. Ela tem a habilidade de ser autentica com os defeitos e a jornada dela e ela consegue tocar o coração de tantas pessoas.

Jane me diz que tem um imenso respeito pelos homens e mulheres que estão se manifestando com o #MeToo e encorajando outras pessoas a falarem sobre as experiências delas. Ela diz ser encorajador que atrás do mundo todo, o movimento está recebendo reconhecimento e apoio. “Eu acho que manda uma mensagem poderosa para as artistas femininas tipo você está no controle do seu próprio poder, da sua própria voz. É especialmente bonito para mim ver mulheres sendo destemidas, falando e quebrando o silêncio. É poderoso.

Quando falamos de estar em controle de sua própria voz, em termos de lançar músicas solos, Jane compartilhou comigo que o medo de não ser boa o suficiente entrou em sua mente.

Algumas vezes quando você canta a música de outra pessoa ou musicas que tenham dado para você varias vezes, você tem medo de tentar escrever a sua própria. Você começa um questionamento, ‘Bem, eu não sei se a minha música vai ser tão perfeita quanto essas que me deram. Eu não sei se o que eu tenho a oferecer é o suficiente para tocar nas rádios. Mas quando você consegue sair desse pensamento, o processo se torna mais fácil pois fica super autêntico e real. Eu percebi que o que eu mais gosta sobre o que está tocando nas rádios hoje em dia é que soa puro e genuíno.

Ela disse que o que a ajuda a sair dessa mentalidade de medo são os elogios que ela vem recebendo com as colaborações solos com o Daddy Yankee e French Montana e, mais recentemente, seu medley natalino com a Leona Lewis.

Minha colaboração com a Leona provou algo em mim que eu não sentia a um tempo. Provocou uma criatividade e paixão. Eu sinto que algo em mim deseja se expressar ainda mais e não ter medo de uma tentativa individual.

Diferente de Camila Cabello, Dinah me disse que ela sabia que queria escrever suas próprias músicas mesmo antes de entrar no grupo. “Eu acho que todas éramos compositoras antes do Fifth Harmony começar. Nós todas éramos artistas individuais na época então carregamos isso com a gente, nessa jornada que nós quatro estamos presenciando agora. Coletivamente ou individualmente.

Por agora, Dinah está completamente por dentro da tour PSA do grupo e não teve um momento para se dedicar em projetos solos. Mas, estou curioso para saber se vamos ouvir a voz dela e como será o som que produzirá.

Para ser honesta, isso é algo que não pensei ainda. Eu não fiquei na minha por um tempinho ainda. Cantar com a Leona foi uma grande experiência pois cresci ouvindo as músicas dela. Quando eu tinha 11 anos postei meu primeiro vídeo de cover no Youtube e era uma música dela. Cantar com ela me deixou muito animada para o que está vindo. Em um milhão de anos, eu nunca pensei que estaria em um girl group, então não consigo imaginar o futuro tão profundamente mas pretendo rever alguns ritmos que eu tenho como favorito desde criança -como o reggae,” ela disse. “Estou muito ansiosa para ver se usarei esse estilo nas minhas musicas futuramente.

Tradução e Adaptação Equipe Dinah Jane Brasil